Num mundo pluralista e individualista como o que vivemos, as pessoas muitas vezes se tornam apáticas e até mesmo ausentes quando indagadas de sua religião. Na verdade, todos possuímos alguma crença, mesmo que seja nenhuma (ateus, agnósticos, etc.). E isso também nos é cobrado em sociedade, pois em diferentes situações somos obrigados a manifestar nossa crença, como quando fazemos um prontuário num hospital, matriculamos o filho numa nova escola, etc. A questão é que muitas vezes respondemos esta pergunta como se a nossa crença fizesse parte de algum tipo de rótulo, que todos temos que ter.
O problema já começa por aí. A palavra religião se origina do termo religare, que quer dizer re-ligar, ou re-atar, ou seja, voltar a unir-se ao Divino ou Sagrado. Vem de uma necessidade profunda de nosso ser de lidar com aquilo que não podemos compreender. Coisas como a criação do universo, de onde viemos, porque morremos, se existe alguma coisa após nossa morte e outras questões nos deixam a pensar na existência de um Ser Supremo e nos levam a buscar essa "religação", principalmente quando nos deparamos com situações difíceis em nossa vida.

Era muito comum levar a criança com algum problema "pra benzer", coisa que hoje em dia já não é tão comum (tendo em vista a dificuldade cada vez maior de se encontrar uma benzedeira). Mas quem não ia "se benzer", procurava com o Padre, ou com o Pastor, ou algum outro líder espiritual orientação de como lidar com os problemas da família. A Igreja também era mais presente na vida das pessoas.
Desde pequenos somos chamados a ter um sentido de pertença, isto é, de sabermos que fazemos parte de um grupo com mesmos princípios e ideais que os nossos, seja na igreja, na escola, na comunidade ou entre amigos. No convívio com outras pessoas com os mesmos princípios que os nosso, aprendemos a viver em sociedade e interagir com as pessoas.
Desde pequenos somos chamados a ter um sentido de pertença, isto é, de sabermos que fazemos parte de um grupo com mesmos princípios e ideais que os nossos, seja na igreja, na escola, na comunidade ou entre amigos. No convívio com outras pessoas com os mesmos princípios que os nosso, aprendemos a viver em sociedade e interagir com as pessoas.
O tempo passou, a globalização tomou conta do mundo e ao mesmo tempo em que estamos cada vez mais conectados, ficamos cada vez mais isolados. Temos medo de viver em sociedade, de interagir com as pessoas e buscamos conforto construindo um mundo ilusório só nosso. Conversamos com pessoas do outro lado do mundo pela internet, mas mal sabemos o nome de nossos vizinhos.
Este isolamento nos leva a uma falta de espiritualidade cada vez maior, que nos deixa vulnerável em nossa fé. Estamos perdendo o sentido de pertença, já não somos tão convictos da existência de um lado espiritual em nossas vidas, que precisa ser trabalhado, para que se manifeste a totalidade de nosso ser.
Quando frequentamos uma religião, esse sentido de pertença que vai se perdendo com o tempo volta a se manifestar. Aquela perguntinha do início do texto "Qual a sua religião?" deixa se ser respondida com um rótulo e passa a ser respondida com a mesma convicção que respondemos qual nossa música preferida ou nosso time de futebol. Ao buscar orientação espiritual em lugares frequentados por pessoas de índole semelhante a nossa, nosso espírito se fortalece, seja pela escuta de uma pregação, pela prática da caridade, ou simplesmente pela oração e renasce em nós a chama do amor Divino. Passamos a enxergar o mundo de maneira diferente, vamos aprendendo a viver fora de nossa "zona de conforto" e a ter coragem de construir um mundo melhor.
Já é sabido que as pessoas cada vez mais vem buscando oportunidades de trabalhar como voluntariado, buscando ajudar diversas causas sociais, culturais, ecológicas, etc. Ao combinar esta prática com o desenvolvimento espiritual (pessoal), vamos fortalecendo nossa fé, desenvolvendo nosso espírito e preparando para nossos filhos um mundo melhor!
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